Produzida por Selena Gomez e baseada no livro escrito por Jay Asher, esta é a série de que toda a gente fala.

Uma adaptação literária para o mundo da imagem nem sempre é justa. Mas no caso de “13 Reasons Why”, a passagem das famosas 232 páginas escritas por Jay Asher para uma série produzida por Selena Gomez e também pelo oscarizado Tom McCarthy, revelou-se um sucesso instantâneo.
E este sucesso muito se deve a uma equipa de luxo. Afinal, quando as expectativas do público são altas em relação a uma série, é importante haver uma equipa forte por detrás para corresponder às mesmas. Foi o que aconteceu com esta adaptação, que já é considerada a série mais popular da Netflix nas redes sociais.
Inicialmente pensada para interpretar o papel principal, a atriz Selena Gomez passou rapidamente a partilhar a cadeira dos produtores com Tom McCarthy, o realizador e argumentista de “O Caso Spotlight”.
Mas este sucesso não se deve exclusivamente a uma boa equipa. Nesta série-fenómeno fica tudo em pratos limpos logo no primeiro episódio.

“Estou prestes a contar-vos a história da minha vida – mais especificamente, por que é que a minha vida acabou. Se estás a ouvir esta gravação, és uma das razões”, fica-se a saber logo no arranque do primeiro episódio.

Esta é a Hannah (Katherine Langford) e suicidou-se. E desengane-se se pensa que esta é uma daquelas séries com um estranho twist em que, no final, a protagonista afinal está viva.
Clay (Dylan Minnette) é, desde logo, com quem partilhamos esta viagem pela vida de Hannah. Estamos a ouvir, ver e sentir tudo ao mesmo tempo que ele, que, quando chega a casa depois de um dia de escola, encontra uma caixa à sua porta.
Ao abrir, o embrulho contém um mapa e 13 cassetes gravadas por Hannah, onde esta explica as 13 razões que a levaram a cometer suicídio, mencionando ainda as pessoas que a levaram a este desfecho. E Clay, que está secretamente apaixonado por Hannah, é uma delas.
Esta série não é só mais uma que retrata uma crise na adolescência. Temas como o bullyng, abusos – tanto físicos como psicológicos – e o suicídio são abordados de forma inteligente e cuidada. Sem lamúrias ou excessiva tristeza. A personalidade da jovem passa pela frontalidade, comédia e mente aberta enquanto explica às pessoas o que fizeram – e não fizeram – para que ela decidisse pôr fim à sua própria vida.
Segundo uma empresa dedicada à análise de informação nas redes sociais – Fizziology – a série “13 Reasons Why” obteve 3.585.110 tweets durante a semana da estreia. O que significa que ficou, logo desde o início, à frente de séries como “Fuller House“, “Stranger Things“, “Black Mirror“, “Orange is the New Black” e “House of Cards“.

Claramente há mais do que 13 razões para ver esta série. Por isso, do que está à espera?

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